À luz do texto, qual a implicação da publicidade de massa para a democracia contemporânea

Questão 1

Hannah Arendt, em “A Condição Humana”, aponta que os modos pelos quais os seres humanos se manifestam uns aos outros, não como meros objetos físicos, mas enquanto homens, são:

ação e discurso.

Resposta certa!

arte e linguagem.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

liberdade e expressão.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

trabalho e discurso.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

ação e liberdade.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 2

TEXTO I
Aquele que não é capaz de pertencer a uma comunidade ou que dela não tem necessidade, porque se basta a si mesmo, não é em nada parte da cidade, embora seja quer um animal, quer um deus.

ARISTÓTELES. A política. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

TEXTO II
Nenhuma vida humana, nem mesmo a vida de um eremita em meio à natureza selvagem, é possível sem um mundo que, direta ou indiretamente, testemunhe a presença de outros seres humanos.

ARENDT, H. A condição humana. Rio de Janeiro: Forense, 1995.

Associados a contextos históricos distintos, os fragmentos convergem para uma particularidade do ser humano, caracterizada por uma condição naturalmente propensa à:

articulação coletiva.

Resposta certa!

atividade contemplativa.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

produção econômica.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

criação artística.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

crença religiosa.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 3

Essa atmosfera de loucura e irrealidade, criada pela aparente ausência de propósitos, é a verdadeira cortina de ferro que esconde dos olhos do mundo todas as formas de campos de concentração. Vistos de fora, os campos e o que neles acontece só podem ser descritos com imagens extraterrenas, como se a vida fosse neles separada das finalidades deste mundo. Mais que o arame farpado, é a irrealidade dos detentos que ele confina que provoca uma crueldade tão incrível que termina levando à aceitação do extermínio como solução perfeitamente normal.

ARENDT, H. Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 1989 (adaptado).

A partir da análise da autora, no encontro das temporalidades históricas, evidencia-se uma crítica à naturalização do(a)

segregação humana, que fundamenta os projetos biopolíticos.

Resposta certa!

ideário nacional, que legitima as desigualdades sociais

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

alienação ideológica, que justifica as ações individuais.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

cosmologia religiosa, que sustenta as tradições hierárquicas.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

enquadramento cultural, que favorece os comportamentos punitivos.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 4

De acordo com a filósofa Hannah Arendt, o totalitarismo é uma forma de governo essencialmente diferente de outras formas de opressão política conhecidas, como o despotismo, a tirania e a ditadura. Considerando as características e as expressões históricas do totalitarismo no século XX, assinale a afirmativa INCORRETA.

O totalitarismo procura reforçar a distinção entre esfera pública e esfera privada.

Resposta certa!

Nazismo e stalinismo são dois exemplos históricos de regimes totalitários.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

A propaganda é um meio importante para a difusão da ideologia oficial nos governos totalitários.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

Terror é um princípio fundamental da ação política totalitária.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

No totalitarismo o discurso do líder é importante tanto no que diz quanto no que não diz. A mentira é uma ferramenta fundamental na narrativa totalitária

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 5

Parece-me bastante significativo que a questão muito discutida sobre se o homem deve ser “ajustado” à máquina ou se a máquina deve ser ajustada à natureza do homem nunca tenha sido levantada a respeito dos meros instrumentos e ferramentas. E a razão disto é que todas as ferramentas da manufatura permanecem a serviço da mão, ao passo que as máquinas realmente exigem que o trabalhador as sirva, ajuste o ritmo natural do seu corpo ao movimento mecânico delas.

ARENDT, H. Trabalho, Obra e Ação. In: Cadernos de Ética e Filosofia Política 7. São Paulo: EdUSP, 2005 (fragmento).

Com base no texto, as principais consequências da substituição da ferramenta manual pela máquina são

o adestramento do corpo e a perda da autonomia do trabalhador.

Resposta certa!

a reformulação dos modos de produção e o engajamento político do trabalhador.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

o aperfeiçoamento da produção manufatureira criativa e a rejeição do trabalho repetitivo.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

a flexibilização do controle ideológico e a manutenção da liberdade do trabalhador.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

o abandono da produção manufatureira e o aperfeiçoamento da máquina.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 6

Durante o século XX, a filósofa Hannah Arendt afirmou que existe uma antiga resposta para a pergunta sobre o sentido da política tão simples e concludente, que poderia dispensar outras respostas por completo. De acordo com o que explana Hannah Arendt em O que é política?, esse sentido da política é:

a liberdade

Resposta certa!

o poder

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

a administração

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

a igualdade

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

o bem

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 7

Subjaz na propaganda tanto política quanto comercial a ideia de que as massas podem ser conquistadas, dominadas e conduzidas, e, por isso, toda e qualquer propaganda tem um traço de coerção. Nesse sentido, a filósofa Hanna Arendt diz que “não apenas a propaganda política, mas toda a moderna publicidade de massa contém um elemento de coerção”.

AGUIAR, O. A. Veracidade e propaganda em Hannah Arendt. In: Cadernos de Ética e Filosofia Política 10. São Paulo: EdUSP, 2007 (adaptado).

À luz do texto, qual a implicação da publicidade de massa para a democracia contemporânea?

O declínio do debate político na esfera pública.

Resposta certa!

O fortalecimento da sociedade civil.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

A transparência política das ações do Estado.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

A dissociação entre os domínios retóricos e a política.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

O combate às práticas de distorção de informações.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 8

As histórias, resultado da ação e do discurso, revelam um agente, mas este agente não é autor nem produtor. Alguém a iniciou e dela é o sujeito, na dupla acepção da palavra, mas ninguém é seu autor.

ARENDT, Hannah. A condição humana. Apud SÁTIRO, A.; WUENSCH, A. M. Pensando melhor – iniciação ao filosofar. São Paulo: Saraiva, 2001. p. 24.

A filósofa alemã Hannah Arendt foi uma das mais refinadas pensadoras contemporâneas, refletindo sobre eventos como a ascensão do nazismo, o Holocausto, o papel histórico das massas etc. No trecho citado, ela reflete sobre a importância da ação e do discurso como fomentadores do que chama de “negócios humanos”.

Nesse sentido, Arendt defende o seguinte ponto de vista:

o agente de uma nova ação sempre age sob a influência de teias preexistentes de ações anteriores.

Resposta certa!

a condição humana atual não está condicionada por ações anteriores, já que cada um é autor de sua existência.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

a necessidade do ser humano de ser autor e produtor de ações históricas lhe tira a responsabilidade sobre elas.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

o produtor de novos discursos sempre precisa levar em conta discursos anteriores para criar o seu.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 9

LEIA, abaixo, o comentário que a filósofa Hannah Arendt fez sobre as ações do comandante do Reich, Adolf Karl Eichmann, acusado de crimes contra o povo judeu: “Os feitos eram monstruosos, mas o executante (…) era ordinário, comum, e nem demoníaco nem monstruoso.”

Hannah Arendt, A vida do espírito.In: Eduardo Jardim de Moraes e Newton Bignotto, Hannah Arendt: diálogos, reflexões e memórias. Belo Horizonte: Editora UFMG, p.138.

Assinale a alternativa em que o fator cultural presente nas ações comentadas explica CORRETAMENTE o fenômeno histórico acima mencionado:

A banalidade na execução de crimes contra a humanidade se deve à burocratização do genocídio, implementada pela cúpula nazista, para liberar as pessoas de preocupações com a moral comum e com as leis.

Resposta certa!

A execução de atos criminosos com requintes de crueldade, ordenada pelas autoridades, foi praticada por pessoas comuns, afetadas principalmente pela falta de alimento e de emprego.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

A participação da juventude hitlerista no processo de construção do nacionalismo reforçou o senso político de oposição aos regimes socialistas autoritários.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

A experiência nazista é um exemplo de fortalecimento da sociedade pelo Estado, criador de símbolos e valores culturais, que reforçam os princípios autoritários de governo.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 10

Um tema contemporâneo que faz parte das nossas reflexões é a cidade como espaço cívico. Segundo Otília Arantes (1993), a principal inspiração de revalorização da vida pública vem de Hannah Arendt que foi buscar na polis grega o modelo a partir do qual é possível julgar as transformações modernas da esfera pública.

A transição do antigo para o moderno desfez essa distribuição harmoniosa das funções sociais, alargando indefinidamente o território privado conforme se implantava a propriedade burguesa. Essa prática não só debilitou como propiciou o declínio do caráter público da liberdade.

Assinale a alternativa que apresenta a definição CORRETA que Hannah Arendt dá para o “privado”:

É o que não aparece, é o reino do obscuro, do irrelevante, da mais aguda limitação.

Resposta certa!

É o cerceamento da coletividade, absoluto e restrito.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

É o direito de usar, gozar e dispor de uma coisa, a princípio de modo absoluto, exclusivo e perpétuo.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

É o que permanece em função de poucos, totalitário.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.


Questão 11

O julgamento de Eichemann no Tribunal de Nuremberg tornou-se um exemplo do tribunal Militar Internacional, criado na cidade alemã do mesmo nome, para julgar os principais criminosos da Segunda Guerra Mundial. As querelas envolvendo as defesas e acusações dos réus foram expressas numa das obras-primas do século XX da filósofa política Hannah Arendt: Eichmann em Jerusalém.

Os argumentos de Arendt são expressos no axioma

A banalidade do mal.

Resposta certa!

A singularidade do mal.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

A raridade do bem.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.

A excepcionalidade do bem.

Ops, não é essa a resposta. Tente outra opção.